Etapas da construção civil – do planejamento à execução

4 de setembro de 2015 by in category News. with 0 and 0

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A construção civil envolve várias etapas e é preciso que haja um planejamento para que a obra saia como o esperado, estipulando prioridades e prazos.

– Projeto de arquitetura: O primeiro passo da construção é contratar o serviço de um arquiteto para elaborar o projeto do imóvel. Antes de escolher um arquiteto, observe os projetos que já foram realizados por ele e peça indicações. Quando encontrar o profissional ideal, formalize o acordo com um contrato. O arquiteto deve elaborar um anteprojeto, de acordo com as informações passadas pelo cliente sobre como ele deseja que seu imóvel seja. Se o anteprojeto for aprovado pelo cliente, o arquiteto elabora o projeto de arquitetura com os detalhamentos, a planta humanizada e a planta em 3D. O projeto final deve passar pela aprovação da prefeitura de cada cidade e, para isso, deve estar de acordo com o código de obras da cidade.

– Projeto estrutural: O projeto estrutural consiste no planejamento e execução das estruturas, instalações elétricas, hidro-sanitárias, telefonia e internet. Existem empresas que prestam esse tipo de serviço, contando com engenheiros civis, encanadores, eletricistas, entre outros.

– Orçamento e planejamento da obra: O cálculo do orçamento permite planejar os custos da obra. É preciso reunir todos os valores dos insumos e mão-de-obra utilizados, assim como as medidas do imóvel, para realizar o cálculo. O planejamento da obra consiste na distribuição do custo em cada etapa da obra e quanto tempo cada uma delas levará para ser concluída, de acordo com fatores como a disponibilidade de dinheiro e da mão-de-obra e o prazo de entrega dos materiais de construção.  O engenheiro civil pode ajudar nessa etapa, calculando o tempo de duração da obra.

– Preparação do terreno: O terreno onde será feita a construção deve ser limpo e isolado, com tapumes ou faixas. Dentro dele, deve ser montada uma estrutura destinada ao estoque de materiais, conhecida como canteiro ou barracão de obras. Em seguida, é necessário verificar se o terreno necessita de algum serviço de terraplenagem, que consiste na escavação e retirada de terra ou na colocação de terra em um terreno – o aterro- com a finalidade de deixar o terreno nivelado e plano. A terraplenagem é um procedimento necessário em terrenos que apresentam aclive (acima do nível da rua) ou declive (abaixo do nível da rua).Existem empresas especializadas em terraplenagem, que contam com máquinas altamente eficientes. O custo do serviço de terraplenagem costuma compreender cerca de 20% do valor total da obra.As principais operações da terraplenagem são:

  • Escavação: O terreno é escavado e rebaixado até o nível apropriado para a construção. Pode haver a remoção da terra e seu descarte ou a escavação sem remoção, onde apenas algumas áreas mais altas do terreno são escavadas e a terra retirada é realocada em áreas mais baixas.
  • Aterro: Para que sua área seja elevada, o terreno recebe uma carga de terra, que pode ser retirada do próprio terreno ou importada de outro terreno. A terra é depositada e compactada no terreno, com o auxílio de uma máquina chamada Rolo Compactador Pata, que comprime o solo com seu peso, tornando-o resistente e firme.
  • Troca de solo: Esse procedimento é realizado quando o original não é de boa qualidade, não sendo capaz de suportar o peso da construção. O solo é avaliado através de sondagem, que determina a profundidade da escavação necessária para retirar o solo inconsistente. Em seguida, é realizado o aterro com compactação, substituindo o solo retirado por um novo, mais resistente.
  • Drenagem do solo: A drenagem do solo é realizada através de valas, construídas em um nível mais baixo que o terreno, para que a água escoe e desvie do local da construção em terrenos muito úmidos.

– Fundações: As fundações são estruturas que transmitem as cargas da construção ao terreno onde ela é apoiada. Por essa razão, as fundações são elaboradas de acordo com o peso da edificação que será construída, com a profundidade e o tipo de solo onde será feita a construção. O principal critério para a escolha da fundação adequada é a Tensão Admissível do solo, que representa o limite de carga que determinado solo consegue suportar sem sofrer danos. As fundações podem ser rasas, com profundidade igual ou menor a 2,0 metros, como é o caso das sapatas isoladas, sapatas corridas, alicerces e radiers ou fundações profundas, que contam com profundidade superior a 3,0 metros, como os tubulões e as estacas Raiz, Ômega, Pré Moldada em concreto ou aço, Prensada, Hélice Contínua e Strauss.

– Estrutura e paredes: Compreende-se como estrutura de uma construção itens como pilares e vigas, responsáveis pela sustentação do imóvel. As paredes são construídas com tijolos cerâmicos ou de blocos de concreto, dispostos lado a lado e unidos por uma massa feita à base de cimento e areia, conhecida como argamassa. Nessa etapa da obra também são feitos o chapisco, o emboço e o reboco, que garantem o acabamento das paredes. O chapisco é uma argamassa resistente e aderente, que prepara a parede para receber o emboço. O emboço, por sua vez, corrige irregularidades e desnivelamentos nas paredes, sendo produzido com areia, cal e cimento. Já o reboco é constituído de areia e cal mais finos que os utilizados no emboço e aplicado em movimentos circulares, tornando a textura da parede mais fina para que ela possa ser pintada. O emboço pode ser substituído pela aplicação de massa corrida. O processo de cura ou secagem das paredes leva em torno de 25 dias.

– Telhado ou cobertura: As coberturas são o teto da construção e devem garantir a impermeabilidade, o isolamento térmico e acústico e a proteção das construções. Os telhados ou coberturas podem ser feitos com estruturas metálicas, concreto armado, telhas, madeira, cerâmica e fibrocimento.

– Acabamento e esquadrias: Nessa etapa, são feitos os revestimentos em pisos e paredes. Podem ser utilizados azulejos, pisos cerâmicos, pisos laminados, madeira, pastilhas, gesso ou porcelanato. A aplicação dos revestimentos deve ser feita em superfícies regulares, limpas, secas e com argamassa apropriada a cada material. As esquadrias são portas, portões, venezianas e janelas, que devem ser instaladas tomando o devido cuidado quanto ao ângulo de abertura. As esquadrias podem ser de feitas de alumínio, madeira, ferro, PVC e vidro e podem possuir diversos sistemas de abertura, sendo as mais utilizadas as esquadrias de abrir, onde uma ou mais folhas se abrem com o auxílio de dobradiças ou de correr; as esquadrias de correr, que deslizam através de um trilho afixado no chão e no teto e as esquadrias camarão ou sanfonadas, que também são presas em um trilho, mas que se dobram quando correm, formando uma espécie de leque.

– Pintura e forros: A pintura é o principal tipo de acabamento de paredes. Existem vários tipos de tinta no mercado, como a tinta látex ou PVA, a acrílica, a esmalte e a poliuretano, que podem ser encontradas em diversas cores. Antes de aplicar a tinta, é necessário que as paredes não apresentem imperfeições e excessos no reboco e que tenham passado pelo processo de cura, que dura cerca de um mês, caso sejam novas. Algumas superfícies, como gesso, fibrocimento e blocos de concreto, necessitam da aplicação de uma tinta de fundo. É recomendado que as paredes sejam lixadas antes da pintura, para garantir uma superfície lisa. Os forros revestem a parte interna do teto, garantindo a estética do local, além de propriedades como isolamento térmico e acústico. Os forros podem ser feitos de gesso, PVC, madeira e chapas metálicas.

fonte: http://www.construir.etc.br/dicas/sequencia-de-etapas-da-construcao-civil

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